20/08/2021 às 11h50min - Atualizada em 20/08/2021 às 16h00min

As vacinas e a fertilidade feminina

Ao contrário do que as fake news das redes sociais tem propagado, não há evidências de que as vacinas prejudiquem a fertilidade feminina, como explica o Dr. Frederico Corrêa

SALA DA NOTÍCIA Redação

Com o surpreendente surgimento das vacinas para combater a Covid-19, elaboradas em um tempo recorde, muitos mitos, dúvidas e preconceitos têm surgido em torno delas. A despeito de passarem por todas as fases de segurança e seu uso global já ser mais do que suficiente para comprovar sua seguridade, ainda há muitas pessoas que alimentam temores em relação à vacina.

Uma dessas incertezas tem sido na relação entre as vacinas e a fertilidade feminina. Material compartilhado nas redes sociais tem fomentado a mensagem antivacina com boatos de que vacinas como as da Pfizer, feitas com tecnologia inovadora, poderiam causar infertilidade nas mulheres. Algo que tem se somado com o receio de gestantes que têm recebido apreensões para tomar a vacina.

Entretanto, não há nada comprovado sobre as vacinas atrapalharem a fertilidade feminina. “Até o momento existem poucas informações a respeito dos efeitos da vacina na fertilidade ou nos tratamentos de infertilidade, como a fertilização in vitro” esclarece o médico Dr. Frederico Corrêa (foto), especialista em reprodução humana e endometriose, que se uniu a startup DigiEnge - plataforma especializada em estratégias de crescimento para produtores digitais - para mobilizar toda a sociedade civil em torno dessa causa nacional que pode dar um novo sentido na vida de mulheres que desejam alcançar a plenitude da maternidade. 

O médico até faz a concessão quanto aos efeitos colaterais desencadeados pela vacina. Mas esses efeitos se mostram inofensivos, com raríssimos casos que implicam em algo realmente sério. “Os riscos da vacina existem, mas são extremamente baixos frente ao risco de infecção por COVID”, aponta o Dr. Corrêa.

Assim, não há uma recomendação formal e com amparo científico para evitar a gravidez por conta da vacina. Ao contrário, cientistas e agências governamentais recomendam que gestantes e puérperas se vacinem contra o vírus.

O pressuposto é sempre o de que o perigo real para esses grupos está no vírus em si e não nas vacinas. “O que podemos afirmar é que há um maior risco para as mulheres gestantes ao adquirir a doença do que ao vacinar” alerta enfim o Dr. Corrêa. Afinal, como para a toda a população, mas especialmente para quem atravessa condições onde a saúde pode estar em maior risco, contrair a doença pode significar danos irreversíveis e mesmo risco de morte.  


 
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