28/06/2021 às 10h25min - Atualizada em 28/06/2021 às 10h25min

Volta às aulas presenciais: pais devem ficar atentos ao comportamento dos filhos

Da Redação
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Com o confinamento, vivemos uma “epidemia de miopia”. O oftalmologista geral e pediátrico, Rodrigo Fernandes, lista os sinais que podem indicar algum problema de visão

Uberlândia, 28 de junho de 2021 – Com o retorno das aulas presenciais, uma ação deveria constar no checklist dos pais: uma consulta de rotina ao oftalmologista. A pandemia levou a novos hábitos, como uso exagerado de telas e falta de exposição solar. O resultado foi, segundo um estudo realizado na Argentina e publicado na revista The Lancet, um aumento de 40% na progressão da miopia infantil entre 2019 e 2020.

“Nossas crianças estão vivendo ao ar livre muito menos hoje do que antes da pandemia. Isso prejudica a liberação de dopamina na retina, responsável pelo crescimento ocular e consequente miopia. Com a volta às aulas presenciais, é preciso avaliar se houve alguma consequência, a fim de evitar prejuízos no aprendizado”, afirma Rodrigo Fernandes, oftalmologista geral e pediátrico.

O check-up é indicado porque o desenvolvimento da visão se estende até os 8 anos de idade e o diagnóstico precoce é fundamental para evitar sequelas. No caso da miopia, ela pode aumentar o risco de glaucoma, catarata e descolamento de retina.

Genética x ambiente

A pesquisa realizada na Argentina, da qual participaram 16 oftalmologistas, confirma: não só a genética pode levar ao desenvolvimento da miopia. “O ponto mais importante é a falta de atividades outdoor e exposição solar, mas o uso demasiado de eletrônicos e o hábito de ler com muita frequência também aumentam a propensão à miopia”, afirma Rodrigo Fernandes.

Os principais problemas na visão em crianças são erros refrativos, como a miopia, hipermetropia e astigmatismo, além de estrabismo e ambliopia (visão preguiçosa).

Sinais e sintomas

Segundo o oftalmologista, os pais podem identificar alguns sinais que indicam baixa visão. São eles:

·         Dores de cabeça e nos olhos

·         Dificuldade de enxergar de longe (a criança fica muito perto da TV, por exemplo, ou evita fazer atividades que forcem as vistas)

·         Incômodo com a luminosidade

·         Apertar muito os olhos para enxergar

·         Cair com muita frequência

·         Piscar e coçar os olhos sem explicação

“Os pais também podem brincar de pirata: tampar um dos olhos e depois o outro para avaliar se a criança enxerga igual dos dois lados. E se houver atrasos relevantes na escola, é imprescindível buscar um oftalmologista. O ideal, portanto, é prevenir: fazer a consulta antes da volta às aulas presenciais”, conclui o médico.


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