08/12/2021 às 15h25min - Atualizada em 09/12/2021 às 00h00min

Congresso e.diabetes2021 trouxe mais inclusão e as últimas novidades sobre tratamento

Além de profissionais da saúde, evento, que foi 100% online, contou pela primeira vez com a presença de pessoas que convivem com a doença e influenciadores

SALA DA NOTÍCIA Grasiela Caldeira
A 23ª edição do congresso promovido pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o e.diabetes2021, trouxe uma programação ampla e totalmente online devido à pandemia. A grande novidade foi a participação, pela primeira vez, de pessoas com diabetes, familiares, cuidadores e pessoas interessadas no tema. Eles tiveram a oportunidade de conferir, em todos os quatro dias de evento, uma lista de apresentações inclusivas e exclusivas para desmistificar e trazer as recentes tendências e novidades relacionadas ao assunto.

Aos cerca de 5 mil profissionais de saúde de todas as regiões do País, o e.diabetes2021 disponibilizou quatro salas de conteúdo simultâneas que permitiram interações em diferentes níveis entre audiência e palestrantes, inclusive com todos os participantes nacionais e internacionais do evento. Desse total, cerca de mil profissionais da área que atuam no Sistema Único (SUS) participaram do evento gratuitamente por meio de uma parceria inédita entre a SBD e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS).

O médico canadense Daniel Drucker abriu o congresso em uma apresentação sobre as conquistas obtidas a partir da descoberta da insulina, que em 2021 celebra o seu centenário. Além dele, outros profissionais, do Brasil e do exterior, debateram temas como tendências, novidades, comportamentos e novas tecnologias relacionadas à diabetes.

Uma das principais temáticas do e.diabetes2021 foi sobre a eficácia da injeção semanal de insulina. Atualmente na fase 3 de testes, a Icodec (da farmacêutica Novo Nordisk) é a nova versão do hormônio, que dispensa as aplicações diárias. Já disponíveis no mercado brasileiro, as insulinas Afrezza e Fiasp também foram abordadas. A Afrezza tem o diferencial de ser inalável, um benefício para pacientes com dificuldade de autoaplicação do hormônio ou para aqueles que estejam em um pico glicêmico, por exemplo, pois tem ação rápida. A Fiasp, segundo dados recentes, se mostrou eficaz em pacientes com diabetes tipo 1, que ficaram mais tempo dentro do alvo glicêmico estabelecido (cerca de 1h25 a mais).

No campo das novidades tecnológicas, o congresso destacou as canetas inteligentes que se conectam por bluetooth a celulares e funcionam ligadas a apps. Em 2022, é esperada a chegada no Brasil da InPen, da Medtronic, que possibilita fazer a gestão do tratamento do paciente – como alertas para a hora de aplicar a insulina, calcular a dosagem, histórico de aplicações e compartilhar as informações com os smartwatches.

Outra inovação apresentada foi o Medtronic 780G, chamado de “pâncreas artificial híbrido avançado”. O sistema depende de um sensor, conectado a uma bomba de insulina, e entre um e outro há um algoritmo que toma as decisões sobre a dosagem com base no valor do sensor e nas tendências de glicose. E também se conecta ao smartphone.

Inclusão e Covid-19
A edição de número 23 do congresso da SBD também se diferenciou por abrir espaço a influenciadores do tema e atletas que convivem com diabetes. Como não podia ser diferente, o evento abordou o tema Covid-19 e diabetes – alguns estudos já apontam que pacientes recuperados da infecção causada pelo coronavírus podem desenvolver a doença. Entre os fatores considerados pelos pesquisadores, há evidências, segundo estudos publicados na revista científica Cell Metabolism e no periódico Diabetes, Obesity and Metabolism, de que o Sars-Cov-2 pode atacar as células beta do pâncreas, que produzem insulina.

Por se tratar de uma doença sem cura e em curva ascendente de crescimento - a projeção é que o número de pessoas com diabetes chegue a 19 milhões em 2030 e supere os 23 milhões em 2045 - falar sobre diabetes é falar de autocuidado. O Brasil, segundo dados da SBD, tem perto de 16 milhões de pessoas entre 20 e 79 anos com diabetes e 50% delas ainda não tiveram diagnóstico confirmado. É muito importante consultar um médico para avaliação geral, e não deixar que o diabetes permaneça oculto, ampliando as chances de complicações.

Sobre a Sociedade Brasileira de Diabetes
A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) ocupa há 51 anos uma posição de destaque dentro da medicina nacional. Atualmente, são cerca de 4 mil associados localizados em todas as regiões do País. Por meio da atuação integrada entre seus diversos departamentos, que reúnem variados profissionais de saúde, são promovidas ações voltadas para a melhoria na qualidade de vida da pessoa com diabetes.

Informações para a imprensa:
GBR Comunicação

congressodiabetes21@gbr.com.br
Carlos Teciano - (11) 99966-9087
Melina Coleta - (11) 99770-3868

 
Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://professortaon.com.br/.
Fale pelo Whatsapp
Atendimento
Precisa de ajuda? fale conosco pelo Whatsapp