03/11/2021 às 14h45min - Atualizada em 03/11/2021 às 15h40min

Pesquisa da Ticket revela que 80% das empresas não realizaram monitoramentos de saúde com os colaboradores durante a pandemia

Investimentos em ações de readaptação dos times ao trabalho presencial ou híbrido não estão nos planos de grande parte das organizações

SALA DA NOTÍCIA Glaucia Galmacci

Uma pesquisa realizada pela Ticket, marca de benefícios de alimentação e refeição da Edenred Brasil, com mais de 350 representantes de empresas, revelou que 71% das empresas já estão atuando com seu quadro de colaboradores de forma presencial ou hibrida e que quase 80% não realizaram nenhum mapeamento interno de saúde desde o início da pandemia. Além disso, 62% das companhias não pretendem implantar iniciativas voltadas à descompressão e engajamento dos funcionários no momento da retomada do trabalho presencial. Entre as que planejam ações nesse sentido, 16% devem disponibilizar espaços e programações de relaxamento; 7% oferecerão atendimento com psicólogo de forma presencial; 8% terão jornada flexível para mães e pais; e 0.7% pretendem oferecer o auxílio Pet para a estadia dos animais em creches ou hotéis.

“Os dados mostram que, apesar de retornarem ao trabalho presencial ou hibrido, grande parte das empresas não mapeou a saúde de seus colaboradores e não prevê iniciativas voltadas à saúde mental. Um dos principais desafios das empresas será a readaptação dos empregados à rotina do trabalho presencial, após um longo período de trabalho remoto. Alguns ajustes podem ser necessários, como readequação de horários e da jornada de trabalho, tendo em vista que o corte de vínculos que as pessoas fortaleceram durante mais de um ano na presença constante da família e de animais de estimação, pode ser difícil. O apoio emocional será fundamental para que o retorno não afete a produtividade dos profissionais”, comenta José Ricardo Amaro, Diretor de Recursos Humanos da Ticket. 

“Quando avaliamos outra pesquisa que a Ticket realizou em julho deste ano, com mais de 1.500 trabalhadores, 36% deles disseram que se sentiam desmotivados; e 30% avaliaram de forma negativa a própria saúde mental em relação ao trabalho. Neste contexto, as iniciativas de apoio emocional se mostram ainda mais necessárias”, completa Amaro.

Sobre o investimento em programas permanentes de saúde mental, o levantamento mostrou que 65% dos colaboradores não têm acesso a qualquer iniciativa dessa natureza. Entre os que possuem acesso, 19% o fazem por meio de plano ou auxílio saúde, e apenas 9% possuem suporte por telefone ou online oferecido pela empresa. Já quando o tema são os momentos de descompressão estimulados pela companhia, 72% disseram não contar com práticas nesse sentido. 

Sobre o cenário de afastamentos por questões de saúde mental, 16% das empresas revelaram que esse número aumentou durante a pandemia. 


Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://professortaon.com.br/.
Fale pelo Whatsapp
Atendimento
Precisa de ajuda? fale conosco pelo Whatsapp