01/11/2021 às 12h30min - Atualizada em 03/11/2021 às 09h38min

Tradicionais bairros paulistanos do Bixiga e da Liberdade são alvo de estudo sobre racismo estrutural e apagamento histórico

Na atividade, que ocorre nos dias 04 e 06 de novembro, estudantes da Escola Santi percorrerão os bairros para investigar os motivos de as memórias da cidade em relação à população negra terem sido apagadas

SALA DA NOTÍCIA Fausto Cabral
Entre os bairros do Bixiga e Liberdade, que história as paisagens (não) nos contam? E por que algumas das memórias da cidade, relacionadas à presença dos negros, foram apagadas? Estes e outros questionamentos nortearão a programação de estudos das saídas pedagógicas que a Escola Santi realizará no começo de novembro.

Nos dias 04 (quinta-feira) e 06 (sábado) de novembro, os alunos e alunas do 7º ano, com idades entre 12 e 13 anos participarão de duas saídas de estudo de campo, numa atividade conjunta entre as disciplinas de História, Língua Portuguesa e Geografia. A atividade acontecerá como desdobramento do estudo sobre a escravidão no Brasil e das contribuições da população afrodescendente para a sociedade brasileira.

Desta maneira, será possível ampliar a questão do racismo estrutural presente em nossa sociedade, com o objetivo de que as pessoas construam um novo olhar sobre nossa história. Vale ressaltar que durante as saídas os alunos estarão sempre acompanhados pelos professores e respeitando os protocolos sanitários e de distanciamento social.

Bixiga e Liberdade - Na primeira etapa, que será realizada no dia 04/11 (quinta-feira), os estudantes farão um percurso de metrô e a pé por pontos importantes da cidade, que contam com a presença marcante da população negra em sua construção, como a Rua 13 de Maio, a Vila Itororó, a sede da Escola de Samba Vai-vai e a nascente do Rio Saracura.

Já no dia 06/11, a saída pedagógica percorrerá o bairro da Liberdade e contará com a participação especial das famílias dos estudantes e do grupo BlackBird Viagem e Representatividade, que realiza um trabalho de resgate de histórias de viajantes negros e de lugares e cultura negra.

 
A caminhada terá como tema “São Paulo Negra” e dará sequência à exploração iniciada pelos alunos no Bixiga, com o objetivo de refletir sobre o motivo de algumas memórias estarem apagadas na história da cidade e a relação disso com o racismo estrutural.

Vale destacar que, recentemente, a mudança de nome da estação de metrô para “Liberdade-Japão” gerou protestos pelo fato de, apesar de ser marcado como berço da imigração japonesa, foram os afrodescendentes os povos originários do bairro. Em outro momento histórico, a Praça da Liberdade era conhecida como “Largo da Forca”, pois era o local onde eram enforcados os escravos fugitivos.

Sobre a Santi
Fundada em 1969, a Escola Santi atua há 51 anos com a missão de formar pessoas capazes de atuar com consciência, autonomia, responsabilidade e respeito à diversidade humana e à natureza. A partir da aprendizagem de conceitos, atitudes e procedimentos, numa perspectiva colaborativa, sustentável e de transformação social, a Santi traz em seu corpo discente estudantes de diferentes faixas etárias, atuando desde a Educação Infantil até o Fundamental 2. Em junho de 2018, a Santi passou a integrar o Grupo Saber, que tem como principal intenção fortalecer, ampliar e aprender com o sucesso da escola.

ESCOLA SANTI
Endereço: Rua Abílio Soares, 452, Paraíso
Telefone: (11) 3882-6600
www.escolasanti.com.br

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